- By Kanesuki
Promessas vãsNa penumbra
de uma madrugada.
Indecisão sobre o amanhã.
Ser ou não ser?
Deixarei de ser?
Ou serei tristemente até o meu fim?
Eis a questão.
Ó capitão, meu capitão!
LORD que reina sobre as colinas!
Vislumbro o que um dia foste
e o que um dia eu poderia ter sido.
Aproveito a fraca brisa
pois presenteiam-me com ela, os céus!
Aliviando meu pobre corpo superaquecido.
Busco agora o sopro das musas
não mais o dos anjos.
Alimento da arte
apenas contato com arte.
Alimento da mente
apenas vontade de viver.
Estou desnutrido
sendo um autêntico artista da fome.
Se este período é de inspiração
sobreviver-ei até compor!
Ou morrerei tentando!
Será que um dia subirei ao palco novamente?
Ou alvejarão-me com tomates?
Independente do agito dos pensamentos
o relógio prossegue com seu compasso.
TIC TAC, ou seriam passos?
O tempo é cruel.
Uma cruel invenção humana
uma prisão onipotente.
Uma falsa constante
das fórmulas físicas.
Algo em meu peito ainda queima, mesmo que fracamente.
Sou algo graças a isto?
Tantos sentimentos desperdiçados pelos outros...
Queria eu poder sentir exarcebadamente, obscenamente, exageradamente até queimar o último átomo.
No fim, mesmo sendo
não sou humano
digno de andar em meio aos senhores.
Não sou digno sequer de piedade.
Despeço-me e desculpo-me
de antemão.
Ó ser que já fui um dia
fale comigo!
Me ensine a ser gente de novo!
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